A mente é um mecanismo cujo combustível é a dispersão

O alimento da mente é a variedade. Ela pede por diversão, distração, dispersão, digressão. Por isso, em propaganda, a proposta de novidade, vende mais. Por isso, também, quando estamos estudando ou trabalhando há muito tempo, nossa mente pede uma pausa na qual possa distrair-se com outra coisa. E se lhe concedermos esse intervalo, ela funcionará muito melhor ao retornar às funções das quais anteriormente estava saturada.

A técnica da meditação consiste em manter a mente concentrada num só objeto, sem lhe proporcionar variedade, novidade, diversão. Com isso, o combustível vai-se escasseando e, num dado momento, a mente para. Era o que queríamos: chitta vritti nirôdhah (supressão das instabilidades da consciência). Não dispondo mais, por alguns instantes, da ferramenta mental para veicular a consciência, esta passa a utilizar outro canal de manifestação, que é o intuicional, mais sutil.

Texto extraído do livro Tratado de Yôga, do Professor DeRose.

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